A 17ª edição da pesquisa CNT de Rodovias 2013, divulgada semana
passada, analisou o estado atual de toda a malha federal pavimentada e das
principais rodovias estaduais. Entre elas, estão duas estradas que cortam a
região de Presidente Prudente, as rodovias Raposo Tavares (SP-270) e Comandante
João Ribeiro de Barros (SP-294). Foram analisados aspectos do pavimento, da
sinalização e da geometria da via, que resultaram em classificação como ótimo,
bom, regular, ruim e péssimo. A SP-270 figurou no levantamento com trechos
divididos entre ótimo, bom e regular, enquanto a SP-294 apresentou avaliação
entre bom e regular.
A Secretaria Estadual de Logística e Transportes, responsável
pela SP-294, fala sobre os investimentos para a SP-294, a fim de melhorar ainda
mais a qualificação da via no estudo. Relata que a rodovia possui 339,77
quilômetros de extensão e obras foram concluídas, estão em andamento ou são
previstas em 196,55 quilômetros. Serão beneficiados os municípios regionais de
Adamantina, Dracena, Flórida Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Pacaembu,
Panorama, Pauliceia e Santa Mercedes. “Ao todo, o investimento na SP-294 é de
aproximadamente R$ 248 milhões”, destaca.
A Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), que administra
a SP-270, foi procurada na tarde de ontem para comentar o resultado da
pesquisa. Porém, por meio da Assessoria de Imprensa, a empresa informou que só
irá se manifestar a respeito do levantamento nos próximos dias.
Variáveis
Entre as variáveis coletadas pela pesquisa, realizada pela
Confederação Nacional do Transporte (CNT), o que diz respeito ao item pavimento
analisou a condição da superfície da via, a velocidade devido ao pavimento e o
pavimento do acostamento. A sinalização foi verificada na forma horizontal, por
meio das faixas centrais e laterais; vertical, por meio das placas de limite de
velocidade, indicação, interseção, além da visibilidade e legibilidade das
mesmas; e dispositivos auxiliares, que são as defensas. Quanto à geometria da
via, foram avaliados o tipo de rodovia, o seu perfil, faixa adicional de
subida, pontes e viadutos, curvas perigosas e acostamentos. Pontos críticos e
infraestruturas de apoio, como borracharias, restaurantes, postos de
abastecimento, concessionárias, postos policiais e fiscais, também foram
levados em conta no levantamento.
“O objetivo é
subsidiar estudos para que políticas setoriais de transporte, projetos
privados, programas governamentais e atividades de ensino e pesquisa resultem
em ações que promovam o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de
passageiros”, expõe o trabalho.
SAIBA MAIS
CENÁRIO NACIONAL
A pesquisa CNT de Rodovias 2013 aponta que o estado geral
das rodovias brasileiras teve uma piora no último ano. De acordo com o
levantamento, 63,8% da extensão avaliada apresentam alguma deficiência no
pavimento, na sinalização ou na geometria da via. Em 2012, o índice havia sido
de 62,7%. Também aumentaram os pontos críticos, passando de 221 para 250. São
consideradas como pontos críticos situações que trazem graves riscos à
segurança dos usuários, como erosões na pista, buracos grandes, quedas de
barreira ou pontes caídas. Ao todo, foram avaliados 96.714 quilômetros em 30
dias de coleta em campo.
O Imparcial
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