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Procurador-Geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, voltou
atrás de acordo feito em janeiro deste ano entre o Ministério Público Estadual
(MPE) e o Governo do Estado, para que duas empresas fossem contratadas, com
dispensa de licitação, para retomada de obras do Aquário do Pantanal. Em nova
manifestação, o procurador requer ao Tribunal de Justiça que o acordo não seja
homologado por ter se tornado inviável, em razão do tempo decorrido.
O acordo, que também foi assinado pelo Tribunal de Contas do
Estado (TCE) e Secretaria de Infraestrutura, foi questionado na justiça pelo
promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, que solicitou o impedimento da
homologação do mesmo, sob alegação de que o total pago as duas empresas, de
quase R$ 39 milhões, afrontaria a lei de licitação vigente. Juiz da Juiz da 2ª
Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande,
David de Oliveira Gomes Filho, concedeu liminar proibindo o Governo dispensar
licitação na contratação de empresas. Governo contestou a decisão.
Em nova petição, encaminhada ao relator do processo no TJMS, o
procurador-geral de Justiça afirma que, no seu entendimento, não houve
irregularidades no acordo, mas que a demora para colocá-lo em prática,
tornou inviável mantê-lo.
Segundo Passos, a contratação das empreiteiras sem licitação
tinha objetivo de realizar a obra de modo mais eficiente e econômico e que tal
contratação está dentro da lei, que determina que a licitação pode ser
dispensada “na contratação de resmanescente de obra, em consequência de
rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação
anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor,
inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido”.
Ainda conforme o procurador-geral de justiça, todos esses
quesitos foram cumpridos e o acordo manteria a integridade do sistema, dentro
da Lei das Licitações, possibilitando menos gasto e mais eficiência.
No entanto, Passos afirma que a demora para a solução do caso,
inclusive com a ação que questiona o acordo, a homologação não é mais
prudente, tendo em vista que ele contava com perspectiva temporal para
assegurar a viabilidade. Na assinatura, em janeiro deste ano, havia o
compromisso da execução integral ou quase integral ainda durante a gestão do
governador Reinaldo Azambuja, o que não é mais possível.
Só para a finalização da obra com implantação de sistema de
filtragem e tratamento das águas, dos tanques de tratamento e dos
reservatórios, além de sistemas de automação, iluminação e cenografia, prazo
era de 210 dias, o que corresponde a sete meses. "Portanto, era viavél
pretender-se da obra com a nova contratação, prevista no acordo em debate,
desde que este vigorasse desde o início do ano de 2018, o que não ocorreu”,
explicou Passos na manifestação.
Dessa forma, o procurador-geral de justiça afirma que o acordo
inicial ficou prejudicado em razão do tempo decorrido, e com menos de cinco
meses para o término do mandato e início do período eleitoral, não há garantias
para a conclusão ou avanço significativo da obra do Aquário do Pantanal, e
manifestou-se pela perda do objeto inicial, requerendo a não homologação do
acordo.
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