Redação
Correio do Estado
A ameaça de corte de R$ 400 milhões no orçamento do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pode prejudicar
entre 5 e 7 mil pesquisadores em Mato Grosso do Sul. As principais áreas de
pesquisa afetadas são agropecuária, saúde e educação.
Em pronunciamento realizado no final da manhã desta
quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, o presidente do órgão
ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Mário Neto,
afirmou que o orçamento atual do CNPq é de R$1,2 bilhões. “A nossa briga é para
que ele não seja cortado. Em 2019, o valor não pode ser inferior a isto”.
O incentivo à pesquisa pelo CNPq já havia diminuido no estado. O
número de pesquisadores contemplados por bolsas neste ano é o menor dos últimos
nove anos. De acordo com a agência, 790 estudantes e profissionais de
universidades, institutos e centros tecnológicos no Estado recebem o auxílio.
Na série história do CNPq, a quantidade de bolsas pagas atualmente só não é
menor que o volume de benefícios concedidos em 2010, quando 755 pessoas eram
contempladas.
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tem o maior
número de bolsistas, com 338. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD),
com 209, e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), com 98, vêm na
sequência.
No Brasil, a entidade financia cerca 80 mil bolsistas, em sua
maioria jovens pesquisadores que formam a base da pirâmide de ciência e
tecnologia no País. No orçamento deste ano, R$ 900 milhões são para bolsas e R$
300 milhões, para o financiamento de projetos. O órgão também recebe recursos
do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), mas são
recursos sujeitos a contingenciamento.
CAPES
Na semana passada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas
de Nível Superior (Capes) anunciou não ter como arcar com as bolsas de estudos
a parti de agosto de 2019, caso o orçamento do próximo ano não for
incrementado.
Diante da pressão, nesta semana, o Ministério da Educação
(MEC) liberou R$ 296,61 milhões para pagar as bolsas de estudo. No entanto, os
recursos liberados são referentes ao orçamento de 2018 e não afastam o risco de
comprometimento dos pagamentos no próximo ano, já que o Orçamento da União,
ainda está em discussão no Congresso. Caso haja corte de recursos, pelo menos
1.523 bolsistas de pós-graduação beneficiados pela entidade no estado deverão
ser afetados
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