Os números apresentados pela Vigilância Epidemiológica e o Centro de Controle de Zoonoses apontam menos casos da doença na cidade
Ontem cedo, equipe do CCZ percorreu parte da área central de Dracena orientando sobre a leishmaniose em cães e fazendo coleta de sangue (Foto: Lucas Mello/JR)
Manter a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos é o principal cuidado que se deve ter para evitar várias doenças. Assim é com a leishmaniose transmitida pelo mosquito-palha que vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer.
Em Dracena, conforme apontou a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), os números de leishmaniose em humanos e animais apresentaram queda do ano que passou para este. No primeiro semestre deste ano, segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Karina Akiyama, em 2017, quatro pacientes tiveram leishmaniose no primeiro semestre enquanto que neste ano, no mesmo período houve o registro de apenas um caso. No ano todo de 2017 foram 12 casos de pessoas contaminadas com a doença, porém não houve nenhuma morte.
ANIMAIS – O médico-veterinário chefe do CCZ, Caio César W. L. Rampim informou que o balanço na unidade é feito por quadrimestre. De janeiro a abril de 2017 foram 149 cães contaminados com a leishmaniose; de maio a agosto do mesmo ano, 107 e de setembro a dezembro, 116 cães tiveram diagnóstico positivo da doença, conforme apontou o Instituto Adolfo Lutz, após a coleta de amostras de sangue feitas pelo CCZ.
Neste ano, de janeiro a abril, o Centro de Controle registrou 94 casos de cães infectados, e nos meses de maio e junho, 69 animais doentes, o que corresponde a parcial do segundo quadrimestre que ainda será fechado, explicou o veterinário.
Caio Rampim acredita que os números vêm diminuindo porque a população está tendo maior conscientização do trabalho desenvolvido pelo CCZ. “A comunidade está tendo menos resistência com o nosso trabalho. Fazemos a coleta de sangue nos cães e as amostras são analisadas pelo conceituada Instituto Adolfo Lutz”.
Além disso, Caio Rampim ressaltou o maior cuidado da população com a limpeza dos quintais e a saúde dos animais. “É um trabalho conjunto e a população está fazendo a parte dela também, cuidando a limpeza, utilizando repelentes para evitar os mosquitos e o uso de coleiras para prevenir a leishmaniose”, explicou o chefe do CCZ.
A DOENÇA
Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Embora alguns canídeos (raposas, cães), roedores, edentados (tamanduás, preguiças) e equídeos possam ser reservatório do protozoário e fonte de infecção para os vetores, nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao do homem. A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.
SINTOMAS
Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações que podem pôr em risco a vida do paciente. Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Entre eles destacam-se os testes sorológicos (Elisa e reação de imunofluorescência), e de punção da medula óssea para detectar a presença do parasita e de anticorpos. É de extrema importância estabelecer o diagnóstico diferencial, porque os sintomas da leishmaniose visceral são muito parecidos com os da malária, esquistossomose, doença de Chagas, febre tifoide, etc. (Com informações dr. Dráuzio
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