Com o novo balanço divulgado nesta segunda-feira (13), a cidade soma agora 168 registros da doença neste ano – 160 autóctones e oito importados.
13/08/2018
17h02
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) divulgou nesta segunda-feira (13) a
confirmação de mais 51 casos positivos de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) em Presidente Prudente.
São 47 autóctones (contraídos no
próprio município) e quatro importados de outras localidades.
Com este novo balanço, a cidade
soma agora 168 registros da doença neste ano – 160 autóctones e oito
importados.
Entre os novos casos, oito foram
detectados na Vila Geni e mais oito no Residencial Green Ville. Já no
Residencial Monte Carlo foram cinco animais infectados. Conjunto Habitacional
Ana Jacinta, Residencial Funada, Grupo Educacional Esquema, Jardim Paulista,
Parque Shiraiwa, Jardim Everest, Jardim Santana, Conjunto Habitacional João
Domingos Netto e Jardim Mediterrâneo tiveram dois registros cada.
Finalmente, os bairros Parque
São Judas Tadeu, Jardim Vale Verde, Jardim Planaltina, Jardim Estoril, Jardim
Humberto Salvador, Vila Mendes, Central Park II, Vila Iti, Parque Imperial,
Jardim Iguaçu e Jardim Bongiovani registram um caso cada.
O CCZ reforça a importância das
medidas de prevenção contra a leishmaniose visceral.
“Os cuidados devem ser
direcionados ao combate do mosquito transmissor. Assim, devemos cuidar de nosso
imóvel, mantendo rotina de limpeza, evitando o acúmulo de folhas, de frutas em
decomposição, de fezes de animais e de sujeiras em geral. Árvores e vegetações
devem ser podadas regularmente, já que o mosquito transmissor da leishmaniose
mantém criadouros em locais sombreados, sem incidência solar, em que haja
acúmulo de matéria orgânica”, explicou o gerente do órgão municipal, João
Henrique Artero de Carvalho Leite.
A doença
A doença é causada por protozoários do gênero Leishmania,
transmitidos pelo mosquito-palha. Em estágio mais avançado, a doença causa inchaço
do fígado e do baço, comprometendo o correto funcionamento do sistema
hematológico, e pode atingir também a medula óssea.
Se não tratada, a leishmaniose
pode levar à morte em 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
Pela convivência no ambiente doméstico, os cães são vistos como intermediários
importantes da transmissão da leishmaniose visceral para humanos: o mosquito
pica um animal contaminado e passa adiante o protozoário causador da doença ao
picar outro animal ou uma pessoa.
Perda de peso, aparecimento de
feridas ou descamações de pele, queda anormal de pelos, inchaço das pernas e
sangramento do nariz são efeitos da leishmaniose visceral em cachorros. No
entanto, a doença pode ser assintomática em muitos casos.
Diferentemente do mosquito Aedes
aegypti, vetor da dengue, que se reproduz em água limpa, o mosquito que
transmite a leishmaniose prefere ambientes úmidos com farto material orgânico.
Há apenas um medicamento
liberado pelo Ministério da Agricultura para o tratamento da leishmaniose visceral
canina, porém, ele não é considerado 100% eficaz.
Embora reduza os sintomas no
cão, o medicamento não elimina totalmente o protozoário, de forma que o animal
continua sendo um repositório da doença.
O Ministério da Saúde está
conduzindo pesquisas para avaliar a relação custo-efetividade do uso de
coleiras repelentes como medida de controle.
A vacina preventiva, que pode
ser aplicada somente em cães saudáveis, não entrou nas políticas do governo
porque os estudos de eficácia foram considerados insuficientes.
A primeira vacina é aplicada em
três doses, depois são necessários reforços anuais de aplicação única.
Prevenção
Apesar de ser grave, a
leishmaniose visceral em humanos tem tratamento com medicação, mas não vacina.
O combate à doença passa pelo
controle da proliferação do mosquito. A limpeza de material orgânico de jardins
e a destinação correta do lixo são fundamentais.
Os usos de inseticidas e
repelentes, bem como de telas milimetradas em portas e janelas, também são
recomendados.
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