Redação
Campo Grande News
(Foto: André Bittar/Arquivo)


Áreas de pastagem deram espaço, nos últimos dez anos, ao plantio
de eucalipto em Mato Grosso do Sul. Quatro municípios lideram o ranking
nacional, conforme os dados parciais do Censo Agropecuário 2017 do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Selvíria são os três maiores
produtores de eucalipto do país, seguidos pela paranaense Piraí do Sul e a
sul-mato-grossense Brasilândia. Esse fato seria reflexo do aumento das
florestas cultivadas de 704.553 para 950.420 hectares (809%) entre 2006 e 2017.
Já pastagens recuaram 14,3%, de 14.834.578 para 12.706.916 hectares.
Engenheiro agrônomo e coordenador técnico do censo no Estado,
Henrique Noronha disse que pode haver correlação entre o aumento do plantio e o
de trabalhadores permanentes no segmento agropecuário. "Contudo, mais para
frente teremos condição de avaliar", ressaltou, uma vez que o levantamento
usa dados de junho e prossegue até setembro deste ano.
Também foram listadas como principais culturas temporárias a
cana-de-açúcar e o milho, sendo que a primeira ampliou-se de 150 mil para
674 mil hectares. Seringueiras, por sua vez, passaram a representar 18 mil
hectares e o uso de agrotóxicos cresceu 36,3% apesar do Estado ter o oitavo
maior percentual do país de produtores que declaram não utilizá-los.
Censo - Com a quarta maior área de estabelecimentos
agropecuários no país, Mato Grosso do Sul apresentou problemas somente na
coleta de dados na região do Pantanal, por conta de condições climáticas
adversas e dificuldades de acesso na planície alagada.
O período de referência apresentado nessa parcial vai de 30
de setembro de 2016 a 1º de outubro de 2017, havendo a recusa de 134 dos
70.710 estabelecimentos pesquisados.
Tal estudo serve para nortear políticas públicas com base em
dados como características das atividades agropecuárias, do produtor e do
estabelecimento, economia e emprego no meio rural, pecuária, lavoura e
agroindústria. Com sua atualização quinquenal, desde 1920, este acabou
prejudicado em 2010 e 2015 devido a cortes orçamentários do governo federal.
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