Redação
Correio do Estado
Advogada Emanuele Alves Ferreira, de 36 anos, foi presa na tarde
desta segunda-feira (30) por suspeita de estar envolvida em caso de quadrilha
que vendeu fazenda fictícia para aposentado e que falsificou documentos para
ter acesso à conta bancária da vítima. A suspeita é de que a advogada teria
recebido R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorários.
A advogada já estava sendo investigada pela Ordem dos Advogados
do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS). O presidente da OAB-MS, Mansour Elias
Karmouche, disse ao Correio do Estado que ainda não sabe o
envolvimento da advogada e que a OAB está aguardando o compartilhamento de
informações.
Emanuele está presa no Centro de Polícias Especializadas (Cepol)
e aguarda a entrada de garantias de custódia de sala de Estado-Maior, por ser
advogada. O mandado de prisão veio da juíza Euciléia de Jesus Jorge dos Santos,
da 3ª Vara Criminal de Mato Grosso do Sul e a prisão foi cumprida pelo
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A Ordem dos Advogados abriu procedimento ético-disciplinar que
pode resultar na cassação da profissional. As investigações judiciais estão em
segredo de Justiça.
O CASO
De acordo com o presidente da OAB-MS, Mansour Karmouche,
Emanuele Alves Ferreira é suspeita de estar envolvida no golpe milionário que
conseguiu tirar R$4 milhões de um idoso sob a justificativa de recebimento de
honorários.
Ainda conforme informou Karmouche, um homem com RG falso se
passava por vendedor da fazenda enquanto outros dois criminosos, que já foram
presos em flagrante, tentavam fazer a transferência de R$ 1,8 milhão, com uma
procuração falsa.
O crime se concretizou após o grupo ter conseguido acesso ao
dinheiro da vítima, um aposentado que mora no Rio de Janeiro.
Com uso de documentos falsos, notas promissórias e um termo de
confissão de dívida, os criminosos entraram com ação de execução exigindo
recebimento de aproximadamente R$ 7 milhões, pela venda da
propriedade fictícia e ganharam a causa na Justiça.
A OAB-MS já tinha aberto procedimento
administrativo no dia 20 de julho e documento foi enviado ao Ministério Público
Estadual (MPE). “Vamos investigar se a advogada teve participação ou não, vamos
apurar. A informação é de que fazenda foi vendida aqui e parece que quadrilha é
daqui, abrimos processo ético disciplinar”, explicou Karmouche, anteriormente.
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