terça-feira, 31 de julho de 2018

Advogada é presa por suspeita de se envolver em venda de fazenda fictícia

Redação
Correio do Estado
Advogada Emanuele Alves Ferreira, de 36 anos, foi presa na tarde desta segunda-feira (30) por suspeita de estar envolvida em caso de quadrilha que vendeu fazenda fictícia para aposentado e que falsificou documentos para ter acesso à conta bancária da vítima. A suspeita é de que a advogada teria recebido R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorários.
A advogada já estava sendo investigada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS). O presidente da OAB-MS, Mansour Elias Karmouche, disse ao Correio do Estado que ainda não sabe o envolvimento da advogada e que a OAB está aguardando o compartilhamento de informações.
Emanuele está presa no Centro de Polícias Especializadas (Cepol) e aguarda a entrada de garantias de custódia de sala de Estado-Maior, por ser advogada. O mandado de prisão veio da juíza Euciléia de Jesus Jorge dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Mato Grosso do Sul e a prisão foi cumprida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A Ordem dos Advogados abriu procedimento ético-disciplinar que pode resultar na cassação da profissional. As investigações judiciais estão em segredo de Justiça.
O CASO
De acordo com o presidente da OAB-MS, Mansour Karmouche, Emanuele Alves Ferreira é suspeita de estar envolvida no golpe milionário que conseguiu tirar R$4 milhões de um idoso sob a justificativa de recebimento de honorários.
Ainda conforme informou Karmouche, um homem com RG falso se passava por vendedor da fazenda enquanto outros dois criminosos, que já foram presos em flagrante, tentavam fazer a transferência de R$ 1,8 milhão, com uma procuração falsa.
O crime se concretizou após o grupo ter conseguido acesso ao dinheiro da vítima, um aposentado que mora no Rio de Janeiro.
Com uso de documentos falsos, notas promissórias e um termo de confissão de dívida, os criminosos entraram com ação de execução exigindo recebimento de aproximadamente R$ 7 milhões, pela venda da propriedade fictícia e ganharam a causa na Justiça.
A OAB-MS já tinha aberto procedimento administrativo no dia 20 de julho e documento foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPE). “Vamos investigar se a advogada teve participação ou não, vamos apurar. A informação é de que fazenda foi vendida aqui e parece que quadrilha é daqui, abrimos processo ético disciplinar”, explicou Karmouche, anteriormente.

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