segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Adamantina ganhará 74 câmeras em 39 pontos com recursos do Poder Judiciário

Por SIGA MAIS

Adamantina ganha sistema de monitoramento, com 74 câmeras em 39 pontos da cidade. Instalação já foi iniciada (Foto: Divulgação)Adamantina ganha sistema de monitoramento, com 74 câmeras em 39 pontos da cidade. Instalação já foi iniciada (Foto: Divulgação)









Com recursos de penas alternativas e transações penais, o Poder Judiciário da Comarca de Adamantina destinou R$ 101.397,37 para a aquisição de 74 câmeras de monitoramento que começam a ser instaladas em 39 pontos, nas principais vias de entrada e saída do município, proximidades de escolas, principais acessos a bairros, praças e na área central da cidade.
As imagens ficarão acessíveis à Polícia Civil e à Polícia Militar e poderão ser usadas para esclarecimento de eventuais crimes e delitos que possam registrados pelo mecanismo. Além das 74 câmeras, foram adquiridos também dois monitores de 43 polegadas e mesa de controle, que ficarão instaladas na sede da Polícia Militar, bem como um tlablet com acesso wi-fi e 4G para consulta remota das imagens, para a equipe/viatura em policiamento. A transmissão as imagens para a central, para visualização e arquivamento, se dará por rede de fibra óptica já instalada e disponível na cidade, cedida sem custos pela empresa Microdatanet.
O juiz da Primeira Vara de Adamantina, Fábio Alexandre Marinelli Sola, explica que os materiais, no valor de R$ 101.397,37, foram adquiridos com um fundo gerido pelo Poder Judiciário que recebe valores decorrentes de penas alternativas e transações penais. “Os crimes de pequeno potencial ofensivo, cometidos na cidade, por pessoas sem antecedentes, permitem a substituição da pena de prisão pelas chamadas “penas alternativas”, que vão desde a entrega de valores monetários até a prestação efetiva de serviços a comunidade”, relata.
Segundo Fábio Sola, estas penas de cunho pecuniário são depositadas em uma conta judicial que fica a cargo da Primeira Vara da Comarca de Adamantina e são utilizadas desde que atendidos os termos do Provimento 01/13 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo, que disciplina o tema.
A proponente do projeto, cuja aquisição dos materiais se deu pelo Poder Judiciário, é a Associação Antialcoólica de Adamantina (AAA). A proposta foi elaborada com a participação de policiais locais. Depois que o projeto foi apresentado, junto com os orçamentos dos equipamentos, foi decidido pelo menor valor e o fornecedor foi pago diretamente pelo Poder Judiciário. “É necessário consignar que a Associação não recebeu qualquer valor. Apresentou o projeto e os fornecedores de menor preço, para quem foram repassados diretamente os valores, mantendo-se a lisura da operação”, completa o magistrado.
Após a implantação, a AAA fará a doação formal dos materiais adquiridos, à Prefeitura de Adamantina, Polícia Civil e Polícia Militar, e também serão prestadas contas do recebimento e aplicação efetiva dos materiais.
O juiz Fábio Sola destaca que junto ao Poder Judiciário local, o projeto foi afiançado por todos os magistrados da Comarca. “Não é obra de um ou outro. A decisão foi conjunta”, reforça. Houve ainda, segundo relatou, manifestação positiva do Ministério Público local.
O resultado final do projeto, que agora entra em fase de implantação, é comemorado pelo juiz Fábio Sola. “Fica o registro de agradecimento de todos os magistrados da Comarca de Adamantina pelo empenho das forças policiais locais (Civil e Militar), sociedade civil (representada pela Associação Antialcoólica de Adamantina) e Prefeitura na elaboração deste projeto que representará um ganho espetacular a segurança do povo adamantinense”, disse. “Foi uma honra participar de projeto de tamanha envergadura, que certamente será modelo a diversos municípios, empregando tecnologia de ponta à inteligência policial a um custo reduzido, obviamente considerando sua grandiosidade”, completa.

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