domingo, 3 de janeiro de 2016

Para vingar mortos pelo Choque, jovens atiram contra casal e bebê de 1 ano

                          

três pessoas da mesma família, entre elas um bebê de apenas 1 ano, foram vítimas de um atentado no fim da noite de sexta (1), no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. A polícia investiga se os tiros disparados contra a família têm relação com as mortes de um jovem de 23 anos e um adolescente de 16 anos, ocorridas na última quarta-feira (30) durante confronto com o Batalhão de Choque.

De acordo com a Polícia Civil, o rapaz de 19 anos seguia em um Renault Logan pela Rua Arquiteto Vilanova Artigas, no Aero Rancho. Ele ia em direção a casa da namorada para buscar ela e o filho do casal, de 1 ano.


Quando o motorista diminuiu a velocidade para passar por um quebra-molas, foi surpreendido por um Gol. Duas pessoas estavam nesse carro e o passageiro, identificado como Kelvyn Rogério de Amorim Fuzeta de 20 anos, sacou um revólver e atirou quatro vezes contra o jovem.

Conforme o “Correio do Estado”, os tiros atingiram a lataria do carro e um deles feriu o motorista de raspão na perna esquerda. Mesmo diante do atentado, o jovem seguiu até a casa da namorada e pegou ela e o filho.

Quando o rapaz voltava para sua casa, pela Rua Raquel de Queiroz, foi novamente abordado pelos rapazes e mais tiros foram disparados contra o carro. Um deles, segundo a vítima, quase acertou a namorada, que estava com o filho nos braços.

O jovem conseguiu fugir e pediu ajuda a uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local. O rapaz foi com a família para a delegacia. Horas depois, por volta das 5h30 de hoje, policiais do Batalhão de Choque prenderam três suspeitos pelo atentado, no Jardim Batistão. Eles estavam no mesmo Gol que abordou o jovem de 19 anos por duas vezes.

Foram detidos, além de Kelvyn, Jhonathan Fernando da Silva de 19 anos e Rafael Correa da Silva de 25 anos. Segundo o Choque, foram apreendidos com eles dois revólveres calibre 38 e 357, usados no atentado, e porção de cocaína.

Vingança

Segundo o apurado até agora pela Polícia Civil, o jovem teria sido vítima do atentado porque os autores desconfiam que ele tenha denunciado à polícia o paradeiro de dois jovens suspeitos de participar de uma série de roubos de celulares na cidade.

Um desses roubos terminou na morte do estudante universitário Thiago da Cruz Martins, de 24 anos, no bairro Coophamat, no dia 27 de dezembro.

Na última quarta-feira (30), policiais do Batalhão de Choque encontraram o esconderijo de Fabrício Comes de Souza de 23 anos e de um adolescente de 16 anos. Os dois trocaram tiros com os policiais e foram mortos. Um terceiro suspeito de participar dos crimes e que foi preso, Pedro Gabriel Matsumoto, de 18 anos, confessou à polícia que matou o estudante Thiago da Cruz no latrocínio

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