quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Por telefone, idosa cai em golpe e perde R$ 1.000

Após o depósito, os golpistas pediram mais R$ 1.500 e ela desconfiou.Caso foi em Álvares Machado e a vítima registrou um boletim de ocorrência.


Na tentativa de fazer mais vítimas, os golpistas têm usado dados pessoais e até a religiosidade para conseguir convencer quem está do outro lado da linha. Em Álvares Machado, uma mulher acabou sendo enganada pela conversa dos bandidos ao telefone e perdeu R$ 1.000.
A senhora, que prefere não se identificar, esperava recuperar pela Justiça o dinheiro que ela e o marido perderam em um plano econômico e alguém ficou sabendo disso. O telefone tocou e a voz do outro lado informou que os recursos tinham sido liberados. Parecia um golpe, como outras ligações que ela já atendeu e nunca acreditou, só que essa foi diferente.
“[A pessoa] me deu os dados certinho. Nome da mãe, nome do pai, CPF. O que ele [marido] ganhava, até os centavos e falou muito de Deus”, conta.
A pessoa falou para que ela fizesse um depósito para pagar as despesas para trocar o nome do marido, que já morreu, pelo dela no processo e assim liberar o dinheiro.

A senhora foi até uma agência bancária, no Centro da cidade, e sacou R$ 1.000. Saindo do local, foi direto para uma lotérica, onde depositou o dinheiro na conta indicada pelo bandido. Minutos depois, ela recebeu uma nova ligação.

Era mais um pedido, de mais R$ 1.500, que deveriam ser depositados em outra conta para pagar o imposto de renda sobre o dinheiro liberado. Então, ela desconfiou de que tudo não passava de um golpe.

“Eu notei que era. Alguma coisa estava errada. Falei ‘não, não tem mais dinheiro’. Aí então vai demorar de um ano a cinco anos pra senhora receber. Eu falei ‘não tem problema’. Então eu vou devolver esse dinheiro. Falei ‘espero’. E até hoje...”, diz.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alerta as pessoas para que não confiem nesses telefonemas que informam liberações de dinheiro e pedem recursos para pagar custas ou outras despesas de um processo, mesmo quando alguns dados são confirmados.

“Não se deve deixar levar por telefonemas com informações vagas, por abordagens desta natureza porque elas não estão de acordo com a legalidade. Esses documentos, alguns estão em bancos de dados públicos e pessoas aproveitadoras podem se valer e ter acesso a isso”, explica o presidente da Subseção da OAB em Presidente Prudente, Rodrigo Arteiro.

Ele ainda enfatiza que o fundamental nessa situação é sempre a conversa olho no olho e, principalmente, a confiança no advogado. “Toda essa situação precisa ser tratada pessoalmente, de forma contratual, com um profissional habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil”, salienta Arteiro.

A senhora registrou boletim de ocorrência na polícia e agora espera que mais esse dinheiro seja recuperado. “É tão duro para ganhar e perder é tão fácil”, lamenta a idosa.
Para saber se o advogado é registrado na OAB, a orientação é ligar na sede em Presidente Prudente. O telefone é o (18) 3221-0641.

G1.Prudente

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