Segundo o responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, Dr. Jeferson Rosa Dias, ele pede que pessoas que possam ter visto o fato compareçam na Delegacia.
O Delegado Titular conta que algumas pessoas próximas à jovem já foram ouvidas, entre elas familiares e ex-marido. “Temos uma equipe trabalhando especificamente no caso”, comenta. “Ela está procurando indivíduos que estiveram com a mulher momentos antes do crime para obter mais informações”, diz.
O Delegado ainda comenta, àquelas pessoas que não queiram participar como testemunhas no Inquérito Policial, podem ligar anonimamente no telefone (67) 3441-1316 da Delegacia e deixar informações que possam chegar à autoria do fato.
A mulher não teve ferimentos e a causa da morte da jovem foi indeterminada, sem violência. Sangue, urina e órgãos foram coletados para exames apontarem a causa mortis. A polícia acredita que ela tenha morrido em outro local e foi desovada no terreno baldio. Mais pessoas poderão ser ouvidas durante o curso das investigações. Erika possuía várias passagens criminais e tinha um mandado de prisão, ela era moradora de Glória de Dourados.
Crimes sem solução
Estatísticas reportam que 70% dos crimes são resolvidos. Os outros 30% permanecem não solucionados, por falta de evidência e de testemunhas, por testemunhas que se recusam a colaborar, falta de indicação motivacional e localização geográfica.
“Investigadores confiam em evidências para a identificação e condenação do assassino. Se faltar evidências, é difícil fechar um caso, mesmo se você estabelecer um motivo claro. As armas do crime, pegadas, rastros de pneu e DNA (cabelo, saliva, sangue) são úteis para prender o assassino. Quanto menos evidências, mais dificuldade em capturar o assassino. Mesmo se as autoridades o apreenderem, será difícil condená-lo”, explica o Delegado.
“Uma testemunha ocular pode tornar um caso sólido em conjunto com uma forte evidência e um motivo claro. O problema é que muitos assassinatos ocorrem em áreas isoladas, sem testemunhas. Mesmo se uma pessoa observa o crime, ela pode ficar reticente em apresentar-se, temendo a própria segurança. Este medo de represálias pode levar uma testemunha a abster-se de testemunhar, o que pode deixar o caso não resolvido” frisa.
Jornal da Nova.

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