sexta-feira, 19 de junho de 2015

Falta de testemunha dificulta apuração de crime em Nova Andradina


A falta de testemunhas do crime tem dificultado as investigações sobre a morte de uma mulher que foi encontrada morta em um terreno baldio em Nova Andradina, no dia 13 de fevereiro deste ano. Erika de Araújo Bispo de 24 anos, natural de Araçatuba (SP), foi encontrada morta por populares daquela região por volta das 10h20, seminua embaixo de uma árvore.

Segundo o responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, Dr. Jeferson Rosa Dias, ele pede que pessoas que possam ter visto o fato compareçam na Delegacia.
 
O Delegado Titular conta que algumas pessoas próximas à jovem já foram ouvidas, entre elas familiares e ex-marido. “Temos uma equipe trabalhando especificamente no caso”, comenta. “Ela está procurando indivíduos que estiveram com a mulher momentos antes do crime para obter mais informações”, diz.
 
O Delegado ainda comenta, àquelas pessoas que não queiram participar como testemunhas no Inquérito Policial, podem ligar anonimamente no telefone (67) 3441-1316 da Delegacia e deixar informações que possam chegar à autoria do fato.
 
A mulher não teve ferimentos e a causa da morte da jovem foi indeterminada, sem violência. Sangue, urina e órgãos foram coletados para exames apontarem a causa mortis. A polícia acredita que ela tenha morrido em outro local e foi desovada no terreno baldio. Mais pessoas poderão ser ouvidas durante o curso das investigações. Erika possuía várias passagens criminais e tinha um mandado de prisão, ela era moradora de Glória de Dourados.

Crimes sem solução
Estatísticas reportam que 70% dos crimes são resolvidos. Os outros 30% permanecem não solucionados, por falta de evidência e de testemunhas, por testemunhas que se recusam a colaborar, falta de indicação motivacional e localização geográfica.
 
“Investigadores confiam em evidências para a identificação e condenação do assassino. Se faltar evidências, é difícil fechar um caso, mesmo se você estabelecer um motivo claro. As armas do crime, pegadas, rastros de pneu e DNA (cabelo, saliva, sangue) são úteis para prender o assassino. Quanto menos evidências, mais dificuldade em capturar o assassino. Mesmo se as autoridades o apreenderem, será difícil condená-lo”, explica o Delegado.
 
“Uma testemunha ocular pode tornar um caso sólido em conjunto com uma forte evidência e um motivo claro. O problema é que muitos assassinatos ocorrem em áreas isoladas, sem testemunhas. Mesmo se uma pessoa observa o crime, ela pode ficar reticente em apresentar-se, temendo a própria segurança. Este medo de represálias pode levar uma testemunha a abster-se de testemunhar, o que pode deixar o caso não resolvido” frisa.

Jornal da Nova.

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