O uso do remédio para ajudar a prevenir a infecção pelo
vírus HIV, conhecida como terapia pré-exposição, começará a ser testado no país
a partir de agosto. A pesquisa é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), com a participação da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo e do Centro de Referência e Treinamento DST-Aids, da Secretaria de Saúde
do estado. Os pesquisadores vão acompanhar, por um ano, 400 voluntários homens
que fazem sexo com homens e travestis. O medicamento a ser testado será o
Truvada. O uso dele como estratégia de prevenção já foi demonstrado pelo estudo
internacional Iniciativa de Profilaxia Pré-Exposição (iPrEx), do qual o Brasil
fez parte. Nos Estados Unidos, o uso preventivo do comprimido é aprovado. No
Brasil, é permitido somente para o tratamento da doença – não é adotado como
preventivo. “O objetivo é oferecer o medicamento para as populações mais
vulneráveis a adquirir o HIV”, explica a infectologista Brenda Hoagland,
coordenadora do projeto na Fiocruz. Ela diz que é necessário fazer um estudo
demonstrativo para que o uso da pílula como prevenção seja autorizado no país.
A pesquisa terá início com o recrutamento dos voluntários. No total, serão 400
pessoas. O perfil buscado é homem com mais de 18 anos, sem o vírus HIV e que
faz sexo com homens ou travestis.
(Fonte: Agência Brasil)
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