Medicamentos sofrem reajuste de 6,31% a partir desta segunda-feira
Aumento do preço leva em conta a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro.
Do SPTV-1, postado por Lourival S. Bortolin que diz: além dos
remédios, as farmácias se transformaram num "resort" de produtos
"de beleza", além de outros produtos que nada têm a ver com a
saúde. Logo vão servir Hot Dog; pode crer!
remédios, as farmácias se transformaram num "resort" de produtos
"de beleza", além de outros produtos que nada têm a ver com a
saúde. Logo vão servir Hot Dog; pode crer!
A partir desta segunda-feira (1º) os remédios vão custar 6,31% mais caro. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, autorizou o aumento em todo o país.
Os medicamentos que têm o preço tabelado pelo governo sofrem reajuste sempre no dia 1º de abril. A mudança leva em conta a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo a vice-diretora do Conselho Regional de Farmácia (CRF) de Presidente Prudente, Rosilene Martins Viel, os valores variam de acordo com a competitividade do mercado. Para os genéricos, por exemplo, o aumento máximo será de 2,7%.
“Esse índice é calculado pela participação dos laboratórios, inclusive os genéricos, dentro do mercado”, explica.
A farmacêutica Joseane Lopes Trevisan explica que mais de 12 mil medicamentos podem sofrer uma alta no preço e que desde o início do ano alguns deles já estão em falta.
“Existe essa falta porque este primeiro trimestre do ano nós enfrentamos as férias coletivas das multinacionais das empresas que começam a produção a partir de janeiro. Como o governo já demanda essa pré alta para final de março, muitas distribuidoras e empresas começam a segurar esses medicamentos. Então, muitos remédios, ao tentar repor o estoque, não são encontrados”, salienta.
O aumento no preço dos remédios começou a valer hoje, mas os consumidores só vão sentir mesmo no bolso daqui há a cerca de 15 dias.
“As farmácias não têm como repassar esse aumento no dia seguinte, por exemplo. Isso demora, pois os laboratórios enviam esses preços, as distribuidoras enviam para as farmácias. Vai pesar principalmente para as pessoas que têm um tratamento de uso contínuo, que não conseguem pegar pela farmácia popular. Essas pessoas vão sofrer”, fala Joseane.

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