quinta-feira, 28 de março de 2013

Apeoesp faz carreata em Prudente para anunciar greve em abril

Carreata para anunciar greve reuniu cerca de 120 pessoas em Prudente (Foto: Gabriela Correia/iFronteira)

Professores solicitam várias melhorias, como reposição salarial e condições de trabalho

Na tarde desta quarta-feira (27), cerca de 120 pessoas se reuniram para participar de uma carreata organizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), que percorreu as ruas de Presidente Prudente, para anunciar a greve nas escolas estaduais a partir do dia 19 de abril. Além de reposição salarial, os professores reivindicam melhores condições de trabalho, fim da lei das faltas médicas, entre outros assuntos.
De acordo com a coordenadora regional da Apeoesp de Presidente Prudente, Ana Khun, há mais de dois anos os professores tentam negociar com o a Secretaria de Educação, mas não consegue abertura para isso.
“Sabemos que uma paralisação é muito prejudicial, principalmente para os alunos. Porém, não encontramos maneira de negociar com o governo e a única solução é a greve mesmo”, explica.
Ela revela ainda que a carreata de hoje foi para avisar a população sobre a notícia. “Estamos em reunião com professores e representantes de escolas da região agora a tarde e a partir de amanhã [quinta-feira], visitaremos as escolas para avisar sobre a greve”, informa.
A paralisação está marcada para começar no dia 19 de abril e não há previsão quanto ao término. “A não ser que antes disso o governo nos dê uma resposta e atenda aos nossos anseios”, revela a coordenadora.
A classe reivindica reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas; dignidade na contratação, condições de trabalho e atendimento no Iamspe para os professores da categoria O; fim da remoção ex-ofício e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral; regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor;
Também estão na lista os seguintes itens: melhores condições de trabalho e políticas de prevenção do adoecimento dos professores; fim da lei das faltas médicas; fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial, fim das provinhas e avaliações excludentes; plano de carreira que atenda às necessidades do magistério; não à privatização do Hospital do Servidor Público Estadual e do Iamspe.
Uma assembleia acontecerá na data de início da greve no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para decidir a continuidade do movimento. Em seguida, será realizada uma passeata até a Praça da República.

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