
Fiscalizar suas amizades, mandar tirar o batom, controlar suas roupas ou aparência, questionar por que você está online no whatsApp, obrigar a excluir alguém de sua rede social ou pedir todas as senhas como prova de amor. Você conhece estas atitudes? Elas são sinais de relacionamento abusivo.
O relacionamento abusivo ocorre
quando um dos lados usa o próprio poder, seja físico, emocional ou psicológico,
para controlar o outro, impondo situações constrangedoras e humilhantes ao
parceiro. O agressor é muito sedutor e para conseguir o que quer envolve a
vítima aos poucos. Geralmente o relacionamento abusivo só é percebido quando a
situação chega ao limite, como a agressão física.
Nas relações afetivas, o
agressor, em alguns momentos do cotidiano do casal, trata a vítima com total
desrespeito, cinismo, rebaixando-a com afirmações que denigrem seu jeito de
ser. Posteriormente, depois de despejada sua ira, tem atitudes opostas pedindo
perdão ou com gestos do tipo “eu te amo, vem aqui e me dá um abraço”, sempre
acompanhados de promessas de mudança de comportamento, deixando a vítima muito
confusa e cada vez mais enfraquecida porque tem sua autoestima diminuída, o que
a dificulta identificar o quadro.
Há também outros
comportamentos, mais sutis, quando o agressor faz a vítima sentir-se que é
incapaz de fazer algo, tornando-a mais dependente, quando a faz sentir-se mal
por algum comportamento, mesmo inofensivo, ou ainda quando não a ajuda e
atrapalha suas realizações.
Quando
a vítima tenta reagir, já no limite da sua angústia e fragilidade, faz de forma
pouco hábil, o que reforça a convicção de que é desiquilibrada, sentindo-se
mais culpada. E quando procura ajuda acaba, na maioria das vezes, acaba
voltando atrás preferindo viver nesta “loucura a dois” porque é a única forma
que ela conhece. São relacionamentos cheios de altos e baixos, com muitas
brigas e confusões, alternados com poucos momentos de paz., sendo que tais
momentos enchem a vítima de esperança fazendo-a acreditar em mudança.
Para romper com este ciclo é
necessário, inicialmente, que a vítima conscientize-se que tem dificuldade em
deixar este relacionamento, mesmo sabendo que traz mais sofrimento do que bem
estar. Por isso é preciso procurar o apoio de amigos, familiares e de
profissionais para que a pessoa consiga enxergar a situação em que se encontra
e perceber que a manipulação anula sua individualidade.
É preciso também melhorar a
autoestima, a partir do autoconhecimento, para compreender quais são as
dificuldades internas não elaboradas que a leva a buscar, ilusoriamente, a
solução nos relacionamentos tóxicos.
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